Navego-me eu–mulher e não temo, sei da falsa maciez das águas e quando o receio me busca, não temo o medo, sei que posso me deslizar nas pedras e me sair ilesa, com o corpo marcado pelo olor da lama. Abraso-me eu-mulher e não temo, sei do inebriante calor da chama e quando o temor me visita, não temo o receio, sei que posso me lançar ao fogo e da fogueira me sair inunda, com o corpo ameigado pelo odor da queima. Deserto-me eu-mulher e não temo, sei do cativante vazio da miragem, e quando o pavor em mim aloja, não temo o medo, sei que posso me fundir ao só, e em solo ressurgir inteira com o corpo banhado pelo suor da faina. Vivifico-me eu-mulher e teimo, na vital carícia de meu cio, na cálida coragem de meu corpo, no infindo laço da vida, que jaz em mim e renasce flor fecunda. Vivifico-me eu-mulher. Fêmea. Fênix. Eu fecundo. Bom dia! #morning #beautiful #cute #me #thisisme #smile #happy #day #fashion #make #look
Sou dessas que não esconde o que sente, não esconde o que passa na cabeça e nem no coração. Sou 80 ou 80, se me provocar vai ver o tamanho do barulho que faz o meu olhar. Barulho? Olhar? Sim, meu olhar grita aquilo que você não quer escutar. Sou paciente até de mais, escuto e vou guardando atentamente cada ofensa, toda raiva e humilhação em um compartimento exclusivo no cérebro, chamado tempestade, sim, tempestade. Quando esse compartimento enche como diz o próprio nome, saí de baixo. Sou quem sou sem pedir licença, sem dar satisfação. Sou de Oya, de Iansã e não te devo nada não. Sou dela que luta, que guerreia, que enfrenta qualquer parada mas não para em qualquer topada. Sou dela que aprende com todos e ensina com maestria, sou ríspida, mas também sou brisa. Não mexe comigo que eu não ando só, atrás de mim você pode ver o búfalo ou a borboleta só depende de como a sua alma me toca pra me ver passar. Sou amorosa, carinhosa e ciumenta mas jamais pegaj...
Houve um tempo, crianças, em que a gente não falava de sexo como quem fala de um pedaço de torta. Ninguém dizia Fulano comeu Beltrana, assim, com essa vulgaridade. Nada disso. Fulano tinha dormido com ela. Era este o verbo. O que os dois tinham feito antes de dormir, ou ao acordar, ficava subentendido. A informação era esta, dormiram juntos, ponto. Mesmo que eles não tivessem pregado o olho nem por um instante. Lembrei desta expressão ao assistir Encontros e Desencontros. No filme, Bill Murray e Scarlett Johansson fazem o papel de dois americanos que hospedam-se no mesmo hotel em Tóquio e têm em comum a insônia e o estranhamento: estão perdidos no fuso horário, na cultura, no idioma, e precisando com urgência encontrar a si mesmos. Cruzam-se no bar. Gostam-se. Ajudam-se. E acabam dormindo juntos. Dormindo mesmo. Zzzzzzzzzzz. A cena mostra ambos deitados na mesma cama, vestidos, conversando, quando come...